Se você pensa que lamentar infinitamente um erro que você cometeu ou a atitude injusta de alguém consigo vai amenizar seus sentimentos ou castigar a pessoa que a ofendeu , esqueça.
Sofra pelo erro que cometeu e faça as devidas correções. Rejeite o mal que lhe fizeram e não aceite a injustiça. Mas liberte-se. Quando não nos perdoamos ou não perdoamos ao outro, sentimos pressão constante e uma sensação de que algo não está resolvido. Tornamo-nos queixosas muitas vezes de coisas que aconteceram há anos atrás.

Nosso sentimento mais comum em relação a perdoar o outro é a de que estamos perdoando. “Custe o que custar, mas eu nunca vou perdoar…” .Está é a frase. Pensamos que o não perdoar custa tanto para o outro quanto o mal que ele nos causou. Ficamos em um eterno conflito e o que é pior: damos uma importância tremenda a alguém que, além de nos fazer mal, ainda carregamos na nossa mente aonde quer que vamos. Quanta importância… A outra pessoa pode nem se importar mais.

A dor, a revolta, a tristeza, a vergonha que sentimos por alguém ter nos magoado ou por nós mesmas termos fracassado cria um conflito interno enorme. Estudos científicos apontam para o fato de que as pessoas têm mais dificuldades para perdoar – e que portanto guardam mágoa – estão mais propensas a desenvolver doenças psicossomáticas, tem menor capacidade imunológica, sentem mais dor e estão mais sujeitas a depressão.

Para mulheres com perfil de vítimas ou perfeccionistas é mais difícil perdoar. Estas pessoas tendem a manter registros atualizados de tudo que lhes fizeram um dia e ruminam como ninguém os pensamentos intrusos.

Quando isso acontecer, faça um pouco de autoconhecimento. Quando não conseguimos perdoar, é porque existe um aspecto da nossa personalidade com capacidade de desencadear esse conflito. Pode ser uma questão pessoal e dolorosa que pode muitas vezes levar você a tentação de validar o que o outro lhe fez. É como se algo dentro de você lutasse para provar que você não merece o que lhe fizeram. Mas você duvida.

Existem também sentimentos antigos que podem vir á tona quando somos injustamente magoados. Pense neles. Nesse caso, a solução está em resolver esses sentimentos.

Quando estiver realmente disposta a perdoar, comece perdoando na imaginação: Faça um diálogo interno com a pessoa a quem você deseja perdoar. Fale tudo aquilo que você sentiu, reclame, fale da sua raiva, dos seus sentimentos, descarregue e, por último, sorria e pense em Deus. Lembre-se de que você precisa perdoar mesmo que o outro não o faça.

Perdoar, entretanto, não significa isentar o outro do mal que ele nos fez, mas sim de dizermos a nós mesmos que não merecemos aquilo.

O perdão liberta o ser humano da dor e do conflito. É como se disséssemos a quem nos maltratou: “Fique com isso para você, pois eu não mereço.”

Se você ainda acha que ele não merece o seu perdão, pense se você merece essa carga.
É uma simples relação de custo x benefício.

Por: Maria do Sacramento l. Tanganelli

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